Por Sheila Rodrigues
terça-feira, 15 de março de 2011
Verão 2011: cinto vira corset nos desfiles internacionais
15 de março de 2011, 11H02
Os corsets vitorianos inspiraram diversos estilistas na criação dos cintos para a temporada de desfiles internacionais de verão 2011.As peças apresentadas por grifes como Jean Paul Gaultier e Rodarte possuem larguras variadas, podendo ir até abaixo do busto. Múltiplos botões e fivelas adornam os modelos e ajudam a marcar a cintura.
Confira alguns exemplos selecionados pelo Stylesight:
Coleçao Lino Villaventura .Essa coleçao ficou perfeita quanto luxo e fashionismo junto
Lino Villaventura
As coleções de Lino Villaventura nunca foram convencionais e, na temporada passada, de verão 2011, o estilista talvez tenha chegado ao ápice do experimentalismo, colocando na passarela efeitos visuais, estudos de formas e colagens de materiais. Era como se um artista plástico tivesse escolhido a roupa como plataforma para um trabalho, ao invés de um criador que tem o compromisso com a moda. Eis que no inverno, Lino surpreendeu novamente, mas desta vez pelo aspecto real das peças, algumas inclusive podem ser transportadas direto da passarela para uma festa. As marcas do estilista estão lá: vestidos estruturados que parecem dobraduras, cheios de nervuras, outros que parecem ter sido construídos com fios finíssimos de seda enrolados sobre o corpo da modelo. Tudo saído de uma só peça: um casado feito por Lino em 1985, que apareceu reeditado no primeiro look do desfile. Entre as cores, destaque para o preto, que apareceu nos tecidos delicados e nos emborrachados, assim como no veludo. No final do desfile, uma série com referências orientais, que começaram com uma estampa delicada de borboletas e flores pretas no cetim de seda ultrabranco e terminaram num casaco com jeito de quimono japonês, todo colorido. Assista ao desfile de Lino Villaventura.Por Vitória Guimarães
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História dos Tecidos – Idade Antiga
História dos Tecidos – Idade Antiga
JULIANA SAYURI3 de setembro de 2010, 10H46
Desde a pré-história, os tecidos foram fundamentais para a história do homem. No Egito, os faraós eram embalsamados com o linho, símbolo de poder e riqueza. Na Mesopotâmia, a lã ganhou importância, com a domesticação de carneiros e ovelhas. Saiba um pouco mais sobre cada um desses períodos a seguir.
4000 a.C.: Linho Mesopotâmia e Egito
Da família das lináceas, o linho é um dos tecidos considerados mais nobres na história da moda, por sua tradição. No Egito antigo, os faraós eram embalsamados com o linho, o que era um símbolo de poder e de riqueza. As planícies do rio Nilo servem de leito para o linho há milhares de anos.
Segundo Dinah Bueno Pezzolo, o tecido vestia faraós e rainhas egípcias e, quando plissado, ficava ainda mais gracioso e belo devido à transparência de sua textura fina. O fio nobre se espalhou pela Europa graças aos fenícios, comerciantes e navegadores ilustres que o levaram para a Irlanda, a Inglaterra e a Bretanha. No entanto, foram os romanos que iniciaram o cultivo no norte europeu.
De acordo com Gilda Chataignier, o linho já prenunciava pinceladas de moda na Antiguidade (ainda que o conceito só tenha se definido no fim da Idade Média), pois o linho branco era usado para realçar as suntuosas joias dos faraós, reis e rainhas. Nascido em planícies áridas, o linho conquistou o status de fibra nobre, por seu toque macio e delicado.
Lã Mesopotâmia
A Mesopotâmia (atual Iraque) foi pioneira na domesticação de carneiros e ovelhas, essenciais para a trama das lãs. Antes da Mesopotâmia, porém, os povos nômades já usavam a lã, mas de uma outra maneira: na Idade da Pedra, os homens se alimentavam da carne de carneiro selvagem e depois usavam sua pele como agasalho.
Escavações arqueológicas na Mesopotâmia, no Oriente Médio, revelaram fragmentos dos primórdios da lã. Na Idade Antiga, as lãs da Mesopotâmia se tornaram famosas, passando a circular por centros importantes do Oriente, até que se tornaram a principal fibra da Europa boreal. A trama era usada como ornamento nas roupas de diversas culturas do Oriente Médio e, na Idade Média, conquistaram as cortes europeias.
Atualmente, a lã fina, do carneiro merino, originário da Espanha, se destina especialmente para alta-costura e prêt-à-porter de luxo. Enquanto isso, a lã de raça cruzada se volta para peças mais acessíveis do prêt-à-porter.
4000 a.C.: Linho Mesopotâmia e Egito
Da família das lináceas, o linho é um dos tecidos considerados mais nobres na história da moda, por sua tradição. No Egito antigo, os faraós eram embalsamados com o linho, o que era um símbolo de poder e de riqueza. As planícies do rio Nilo servem de leito para o linho há milhares de anos.
Segundo Dinah Bueno Pezzolo, o tecido vestia faraós e rainhas egípcias e, quando plissado, ficava ainda mais gracioso e belo devido à transparência de sua textura fina. O fio nobre se espalhou pela Europa graças aos fenícios, comerciantes e navegadores ilustres que o levaram para a Irlanda, a Inglaterra e a Bretanha. No entanto, foram os romanos que iniciaram o cultivo no norte europeu.
De acordo com Gilda Chataignier, o linho já prenunciava pinceladas de moda na Antiguidade (ainda que o conceito só tenha se definido no fim da Idade Média), pois o linho branco era usado para realçar as suntuosas joias dos faraós, reis e rainhas. Nascido em planícies áridas, o linho conquistou o status de fibra nobre, por seu toque macio e delicado.
Lã Mesopotâmia
A Mesopotâmia (atual Iraque) foi pioneira na domesticação de carneiros e ovelhas, essenciais para a trama das lãs. Antes da Mesopotâmia, porém, os povos nômades já usavam a lã, mas de uma outra maneira: na Idade da Pedra, os homens se alimentavam da carne de carneiro selvagem e depois usavam sua pele como agasalho.
Escavações arqueológicas na Mesopotâmia, no Oriente Médio, revelaram fragmentos dos primórdios da lã. Na Idade Antiga, as lãs da Mesopotâmia se tornaram famosas, passando a circular por centros importantes do Oriente, até que se tornaram a principal fibra da Europa boreal. A trama era usada como ornamento nas roupas de diversas culturas do Oriente Médio e, na Idade Média, conquistaram as cortes europeias.
Atualmente, a lã fina, do carneiro merino, originário da Espanha, se destina especialmente para alta-costura e prêt-à-porter de luxo. Enquanto isso, a lã de raça cruzada se volta para peças mais acessíveis do prêt-à-porter.
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